General William Booth e o Exército de Salvação

General William Booth e o Exército de Salvação

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William Booth

Blog EXPEDIÇÃO MOCHILA

Infância e juventude

William Booth nasceu em Nottingham, Inglaterra, no ano de 1829. Ele era o único filho de Samuel Booth e Mary Moss. Samuel era rico para os padrões da época, mas durante a infância de William, ele perdeu muito dinheiro por causa de maus investimentos deixando a família na pobreza. Falido, em 1842, Samuel Booth morreu.

Meses antes, aos 13 anos, William deixara a escola para ir trabalhar como aprendiz em uma loja de penhores. Mesmo não gostando do ofício, órfão de pai, o menino teve que continuar seu trabalho para ajudar a sustentar sua mãe e irmãs. E foi na loja que William, vendo a situação das pessoas que vinham penhorar seus bens por necessidade, começou a se conscientizar da pobreza e humilhação dos que sofriam ao seu redor.

Aos 15 anos ele se converteu a Cristo e tornou-se um metodista. William abraçou sua fé com paixão e logo compromissou-se com a oração, leitura bíblica e principalmente com o evangelismo. O jovem gastava a maioria do seu tempo livre compartilhando as Boas Novas com os outros.

Na igreja William encontrou seu melhor amigo, parceiro e irmão, Will Sansom. Ambos apaixonados pelo Evangelho se encorajavam mutuamente. Will Sansom achava que Booth deveria ser evangelista e em 1940 os dois começaram a pregar para os pecadores de Nottingham. Eles sonhavam juntos com o futuro e provavelmente teriam sido parceiros na “Missão”, como Sansom falava, mas o amigo morreu em 1848 de tuberculose. No mesmo ano William concluiu seu aprendizado profissional e em vão ele passou a procurar um outro emprego, pois sua consciência vivia em crise com o trabalho na loja de penhores.

Pregador metodista
A morte do parceiro e a falta de emprego fizeram com que William buscasse uma mudança de ares. Em 1949 ele fixou residência em Londres, capital da Inglaterra. Lá ele tornou-se membro da Igreja Metodista local e, por falta de alternativas, voltou a trabalhar numa loja de penhores. William tentou continuar o ministério de pregador leigo, mas como havia pouco espaço nos púlpitos de Londres, ele optou por ministrar como um evangelista de rua.

No seu aniversário de 23 anos, William finalmente deixou o trabalho com penhores e tornou-se um pregador de tempo integral da Igreja Metodista Reformada. Um mês depois ele ficou noivo de Catherine Mumford, tomando ela por esposa em 1855.

Os dois viajaram por todo país pregando a qualquer um que ouvisse. Ainda assim, William sentia que Deus queria mais e que ele deveria estar fazendo mais para alcançar as pessoas mais simples. Ao mesmo tempo, quanto mais ele se sentia atraído ao trabalho evangelístico, mais ele sentia pressão da Igreja Metodista para assumir funções pastorais. Considerando todos esses “mais”, ele voltou a Londres com sua família e pediu demissão.

Seu pedido foi seguido de um boicote das igrejas metodistas que lhe proibiram de pregar em seus púlpitos. William manteve suas crenças metodistas, mas tornou-se um evangelista independente.

A Missão Cristã
Em 1865 ele estava em Londres pregando aos transeuntes quando uns missionários o ouviram e o convidaram a dirigir uma série de encontros que eles estavam promovendo numa grande tenda. A tenda estava situada em um bairro pobre de Londres, cheio de marginalizados. A data para a primeira reunião foi 2 de julho de 1865. William pregou a mensagem de Cristo para os mais rejeitados e naquela noite se deu contra que tinha encontrado seu chamado. Depois disso, ele e sua esposa fundaram seu próprio movimento: “A Sociedade do Avivamento Cristão” que depois mudou seu nome para “A Missão Cristã”.

A visão do casal era atingir todas as áreas da vida das pessoas (o espiritual, o social, o psicológico, o físico, etc). Vagarosamente “A Missão” passou a crescer, mas o trabalho era fatigante. As reuniões noturnas aconteciam num depósito e algumas pessoas da rua tacavam pedras e lançavam fogos de artifício para perturbar os cultos. Catherine descreve essa fase da seguinte forma:

“[William] tropeça pra dentro de casa noite após noite exausto de cansaço, frequentemente suas roupas estão rasgadas e ele chega com algum curativo coberto em sangue cobrindo o ferimento de uma pedrada na cabeça”.

Mesmo depois de muito trabalho, os resultados ainda eram desmotivadores. A Missão Cristã era apenas mais uma entre os cerca de 500 missões, igrejas e organizações que tentavam ajudar os marginalizados de Londres sem obter resultados relevantes.

O Exército de Salvação
Após 13 anos de sua fundação, em 1978, o ministério passou pela mudança chave para seu sucesso posterior. O marco dessa mudança foi o novo nome: O Exército de Salvação. A novidade veio acompanhada de um novo ímpeto, o Exército adotou suas próprias cores, músicas, uniformes e patentes. As ilustrações militares tocaram o coração das pessoas e o trabalho começou a se destacar.

William ficou conhecido como “o General” e passou a pregar com mais e mais ousadia, usando as analogias do exército para despertar o brio dos cristãos e desafiar pecadores a deixarem seu passado para trás e recomeçar uma nova vida como um soldado do Exército da Salvação. A imagem militar do movimento também deu combustível para a ação missionária transcultural e William levou o Exército para 58 outros países.

O general também publicou uma revista periódica e foi autor de vários livros e músicas. O seu livro mais popular foi Darkest England and the Way Out, um best-seller que serve de guia para o trabalho social do Exército de Salvação até hoje. Entre muitas idéias, o livro fala de abolir o vício e a pobreza através da construção de albergues pros sem-teto, comunidades agrícolas, centros de treinamento proffisional, abrigos para ex-prostitutas e presidiários, ajuda aos pobres e recuperação de alcoólatras. Booth foi um visionário e profeta, antevendo muitos dos problemas que o mundo e a Igreja viriam a enfrentar nas décadas que o sucederam.

“Considero que os principais perigos que deveremos confrontar no próximo século são: religião sem o Espírito Santo, cristianismo sem Cristo, perdão sem arrependimento, salvação sem regeneração, política sem Deus e céu sem inferno.”

Cumprindo a carreira
Com o tempo o Exército de Salvação caiu nas graças do povo e futuramente tornou-se a maior organização filantrópica do mundo. Nos seus últimos anos William Booth foi recebido por reis, imperadores e presidentes que o admiravam. Até mesmo a mídia passou a tratar com “o General” com reverência. Aos 83 anos William foi promovido para a glória.

“Enquanto mulheres chorarem… Eu lutarei; Enquanto crianças passarem fome… Eu lutarei; Enquanto homens passarem pelas prisões… Eu lutarei; Enquanto restar uma alma que esteja nas trevas, sem a luz de Deus, Eu lutarei. Eu lutarei até o fim!” William Booth

P.s.: O Exécito de Salvação chegou ao Brasil 10 anos após a morte de William. A EM trabalha em parceria com o Exército de Salvação no Centro de São Paulo. Para saber mais sobre o que eles andam fazendo hoje, clique aqui.

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